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Alunos do CEU Heliópolis aprendem arte com alumínio – Centro Cultural do Alumínio

Oficinas de modelagem com arame e de foto na lata foram oferecidas pelo CCAL

O CCAL recebeu, nos dias 22 e 23 de janeiro, quatro grupos de crianças em férias, alunos do Centro Educacional Unificado (CEU) Heliópolis – Profª Arlete Persoli, para duas oficinas de artes com produtos de alumínio comuns no dia a dia: arames e latinhas de bebidas.

Cada grupo – formado por 15 crianças com idade entre 8 e 12 anos e acompanhadas por um educador do CEU – foi recebido pela gerente cultural do centro, Silvia Toledo, que explicou todos os espaços do CCAL. As obras em exposição do artista plástico Paulo Bordhin impressionaram a garotada. “nossa, como é macio!” exclamou o garoto Gabriel Braga, de oito anos, ao tocar nas esculturas.

Antes das atividades artísticas, a gerente técnica da ABAL, Kaísa Couto, explicou para as crianças como o alumínio é fabricado. – ele vem da terra, né tia?  E como o material está em todo lugar, citando exemplos de embalagens para iogurte, pomada, janelas, bicicletas e até no avião. A reciclagem do alumínio e como ela ajuda o meio ambiente também mereceu destaque.

 

Oficinas

Em “Movendo Linhas”, com o parceiro Terceira Visionária, a garotada pode modelar com fios de alumínio a partir de seus próprios desenhos feitos com lápis e papel. Mas teve artista-mirim que passou direto para criação livre, tridimensional, do qual nasceram anéis, coroas, esculturas e até um cabideiro.

É muito bacana esse formato de oficina rápida, pois a partir da linha desenhada, a criançada pega a essência do material para depois materializar o desenho com o alumínio”, explicou o educador Fabrício de Petta Barbosa, organizador da atividade.

No dia seguinte foi a vez da equipe do Cidade Invertida ensinar a técnica da fotografia pinhole, com a latinha de alumínio servindo como câmera fotográfica. Nas bancadas do CCAL a garotada construiu seu próprio equipamento, mas antes receberam uma aula teórica sobre física e o funcionamento do olho humano.

Na frente do edifício onde está o centro cultural, um trailer servia de câmera obscura. Dentro dele as crianças viram a física acontecer: por meio de um orifício no veículo, imagens da rua, pessoas e veículos passando apareciam invertidas numa tela.

“É uma experiência sensitiva, aqui dentro você aprende como funciona uma câmera fotográfica, depois na hora da prática é mais fácil de entender o que está fazendo”, explica o coordenador Ricardo Hantzschel.

E lá partiram os fotógrafos-mirins para explorar a rua e retratar o espaço ao redor: apoia a latinha; imagina o enquadramento; abre o furo na lata (uma fita de cartolina serve de obturador), conta até cinco e fecha novamente. Pronto, o papel fotográfico no interior da câmera registrou uma imagem. De volta ao trailer, todos acompanharam o processo de revelação e viram as fotos surgirem lentamente. “Nossa, parece mágica!” espantava-se Ana Julia de Almeida, de dez anos.

 

Recordação e aprendizado

Ao término das oficinas com arame e de fotografia, os alunos do CEU Heliópolis puderam levar suas criações. Para a professora Yara Bonafé, no entanto, as crianças saíram dessas experiências com algo a mais que uma recordação: “elas irão embora uma visão totalmente nova sobre o alumínio e de como ele faz parte do nosso cotidiano; e agora, voltando às aulas, eles podem contar tudo o que aprenderam  para os amigos”.

Essas atividades integraram o programa Recreio nas Férias, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo, que leva uma série de atividades esportivas e culturais a 20 mil crianças e adolescentes durante o período de recesso escolar. Elas fazem parte do projeto de Manutenção do CCAL – uma realização do Ministério da Cultura (Lei Rouanet de Incentivo à Cultura) e Quattro Projetos e que tem o patrocínio das empresas CBA, Hydro e Novelis. A fabricante de latas de alumínio Ball cedeu as embalagens para a oficina de fotografia.

Interagindo com as esculturas em fios de alumínio: - nossa como é macio!
- Quem aqui sabe de onde vem o alumínio? - Vem da terra né, tia?
Da modelagem com arame surgem anéis, coroas e uma infinidade de formas
Os alunos do CEU Heliópolis construíram as próprias câmeras com latinhas de alumínio
Fotógrafo-mirim em ação, com auxílio dos educadores
Depois de reveladas as imagens, os resultados foram surpreendentes