Década de 1910
1913

Primeiros registros da produção de objetos de alumínio, utilizando matéria-prima e equipamentos importados, pela Companhia Paulista de Artefatos de Alumínio (C.P.A.A.), instalada em São Paulo.

Utensílios domésticos de alumínio
1915

A Aluminium Company of America (Alcoa), estabelece representação no Brasil embora suas operações comerciais se intensifiquem apenas na década de 1940.

1917

Companhia Paulista de Artefatos de Alumínio (CPAA) registra a marca Rochedo e faz a primeira propaganda de produtos com esse nome para placas de automóveis.

Década de 1920
1928

Constam nos Anais da Escola de Minas de Ouro Preto as primeiras referências sobre a bauxita no Brasil.

Mina de bauxita da Cia. Geral de Minas, Ouro Preto
Década de 1930

Por iniciativa de Américo René Giannetti (foto) e Simão Lacerda é fundada a Elquisa – Eletro Química Brasileira S/A (MG), em Ouro Preto (MG), com objetivo inicial de produzir ácido sulfúrico e, logo depois, alumínio primário.

Américo René Giannetti
1934

A Elquisa tem papel significativo e pioneiro na indústria de alumínio no país, sendo responsável pela produção do primeiro lingote de alumínio primário.

Pedra fundamental da Elquisa

O engenheiro e funcionário da Elquisa, Raymundo de Campos Machado (foto) dedicou alguns textos e livros à trajetória da empresa e também à história da indústria do alumínio.

Raymundo de Campos Machado
Década de 1940
1941

É fundada a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), coordenada por José Ermínio de Morais (1900-1973) e pertencente ao Grupo Votorantim. A empresa acabou se fixando na cidade de Alumínio (SP), próxima a Sorocaba.

José Ermínio de Morais

Nos anos 1950/ 1960, o fotógrafo alemão Hans Gunter Flieg realiza uma série de fotografias para a CBA registrando a produção de alumínio, as fábricas e a construção nas usinas hidroelétricas que forneceriam energia para o abastecimento da indústria.

imagem de Hans Gunter Flieg
1945

Em 25 de março é realizada na Elquisa a primeira corrida de alumínio primário brasileiro.

Lingote de alumínio primário Elquisa
Década de 1950
1950

Elquisa é adquirida pela Aluminium Limited do Canadá – Alcan, tornando-se a primeira empresa multinacional a participar do mercado brasileiro, produzindo alumínio primário e também produtos transformados de alumínio.

Planta da Alcan, Ouro Preto (MG)

Nas artes visuais o alumínio é utilizado por artistas, sobretudo aqueles ligados à arte concreta, como Luiz Sacilotto, que também era ligado à indústria  e realizou procedimentos de corte e dobra sobre a chapa de alumínio inovando as técnicas da escultura.

Obra de Luiz Sacilotto
1952

Inaugurado o Teatro de Alumínio, um prédio elaborado para ser itinerante, mas que acabou se estabelecendo de forma definitiva na Praça da Bandeira- região central da cidade de São Paulo - até 1967, quando foi desmontado. A iniciativa foi breve, no entanto demostra o emprego do alumínio no Brasil nas atividades culturais já em meados do século XX.

Interior do Teatro de Alumínio
Década de 1960
1962

A Alcoa adquire a Companhia Geral de Minas S.A., em Poços de Caldas (MG) com objetivo de extrair bauxita no país.

Usina de beneficiamento de bauxita da Cia. Geral de Minas
1965

Alcoa adquire a Companhia Mineira de Alumínio (Alcominas) e constrói suas operações em Poços de Caldas (MG), integrando mineração, refino e produção de alumínio primário, juntamente com autoprodução de energia hidrelétrica.

Construção da fábrica da Alcoa em Poços de Caldas. Vista da refinaria e sala de cubas
1967

O fotógrafo Hans Günter Flieg realiza uma série de registros fotográficos documentando a construção das hidroelétricas coordenadas pela CBA para o abastecimento de energia utilizado na produção do alumínio.

Imagem de Hans Gunter Flieg
Década de 1970
1970

Fundação da Associação Brasileira de Alumínio – ABAL para desenvolver a indústria do alumínio recém-instalada no país.

Associação Brasileira de Alumínio – ABAL

Moe Perry, gerente de operações da fábrica e Vic Peterson, presidente da Alcominas, cumprimentam-se pela primeira corrida de alumínio primário da Alcoa no Brasil, em julho de 1970.

Primeira corrida de alumínio da Alcoa em Poços de Caldas
1979

Início das operações da Mineração Rio do Norte (MRN), em Oriximiná (PA).

Vista aérea Porto Trombetas - MRN
Década de 1980
1980

O Brasil passa a ser um dos principais exportadores de alumínio. O alumínio torna-se o 7° item entre os produtos brasileiros industrializados exportados.

1982

É inaugurada a Valesul Alumínio S.A., em Santa Cruz (RJ), quarta fábrica no país a produzir alumínio primário e inicia-se o Projeto Alumínio do Maranhão (Alumar) em São Luís, consórcio para a produção de alumina e alumínio primário.

1985

É inaugurada a Albras, em Bacarena (PA), consórcio entre NAAC – Nippon Amazon Aluminium Co Ltd. e CVRD – Companhia Vale do Rio Doce.

Década de 1990
1990

A Latasa inicia a produção das primeiras latas de alumínio para bebidas no Brasil. Em 1996 a empresa inaugura seu próprio centro de reciclagem, em Pindamonhangaba.

Primeira lata de alumínio para bebidas fabricada no Brasil
1995

Início das operações da Alumina do Norte do Brasil (Alunorte) em Barcarena (PA).

1996

Inauguração de novas fábricas de latas de alumínio para bebidas da Crown Cork, em Cabreúva (SP), da American National Can do Brasil (ANC), em Extrema (MG), e da Latapack-Ball, em Jacareí (SP).

Anos 2000
2001

O Brasil torna-se um dos países líderes em reciclagem de latinha, mantendo-se entre os principais países nessa atividade desde então.

Reciclagem de latas de alumínio
2003

Pindamonhangaba recebe o título de capital nacional da reciclagem do alumínio e institui-se o Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio em 28 de outubro – data de aniversário da cidade. Na ocasião, foi entregue a escultura em alumínio representando o símbolo internacional da reciclagem do metal, de autoria do escultor Hans Goldammer.

Escultura em alumínio
2008

A produção de alumínio primário no Brasil atinge seu auge, com 1,6 milhão de toneladas. Contudo, a partir de 2009, os elevados custos de produção no Brasil, entre outros fatores, acarretaram no início de um ciclo de queda da produção do metal e no fechamento de algumas fábricas de alumínio primário.

2017

Inaugurado o Centro Cultural do Alumínio, um espaço público, multidisciplinar que busca fomentar a cultura do alumínio promovendo a informação sobre esse metal que está presente na vida das pessoas há aproximadamente 100 anos.

Inauguração do Centro Cultural do Alumínio

REFERÊNCIAS:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO. 30 anos ABAL: a história do alumínio no Brasil = Brazil's aluminium history = La historia del aluminio en Brasil. São Paulo: Antonio Bellini Editora & Design, 2000. 120 p., il.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO. Alumínio: soluções modernas na construção civil. São Paulo: Abal, [2010?]. 2 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO. Bauxita no Brasil: mineração responsável e competitividade. São Paulo: Abal, 2017. 61 p., il.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO. A contribuição da indústria brasileira do alumínio para um desenvolvimento sustentável. São Paulo: Abal, 2008. 72 p., il.

AZEVEDO, Adjarma. A indústria brasileira de alumínio no início do século XXI. Campos de Jordão: Abal, 1997.

COMPANHIA BRASILEIRA DE ALUMÍNIO. CBA 50 ANOS. São Paulo: Dórea Books and Art, 2005. 120 p., il.

CALDEIRA, Jorge. Votorantim 90 anos: uma história de trabalho e superação. São Paulo: Mameluco, 2007. 280 p., il. ISBN 9788560432042.

DROZDOV, Andrey (2007). Aluminium: The Thirteenth Element (PDF). RUSAL Library. ISBN 978-5-91523-002-5.

MACHADO, Raymundo de Campos. A indústria do alumínio neste final de século. Ouro Preto: F

MACHADO, Raymundo de Campos. Alumínio primário no Brasil: coletânea de trabalhos de Raymundo de Campos Machado, 1973-1981. Ouro Preto: Fundação Gorceix, 1983. 216 p., ill.undação Gorceix, 1988. 464 p., ill.

MACHADO, Raymundo de Campos. Apontamentos da história do alumínio primário no Brasil. Ouro Preto: Fundação Gorceix, 1985. 564 p., il.

MACHADO, Raymundo de Campos. Páginas da minha vida. Rio de Janeiro: Escola Santo Tomás de Aquino, 2004. 120 p., ill.

Nappi, Carmine (2013). The global aluminium industry 40 years from 1972 (PDF) (Report). International Aluminium Institute.

PEIXOTO, Alves Mota Eduardo – Alumínio – Elemento Químico, nº13 maio de 2001.

REIS, Magda Netto dos. Esquadrias de alumínio: análise dos critérios de escolha destes componentes em edifícios de apartamentos, padrão médio-alto, na cidade de São Paulo. 2011. 257 p. São Paulo.

REIS, Magda Netto dos - A força da presença feminina no universo do Alumínio – São Paulo, 2018 [ documento fornecido pela autora para o Centro Cultural do Alumínio]

REIS, Magda Netto dos. Processo de produção e uso do alumínio na construção civil: contribuição à especificação técnica das esquadrias de alumínio. 2005. 312 p. São Paulo.


SITES:

ABAL: Associação Brasileira do Alumínio - acessado em 2018

BLOG DO MILTON REGO:

CCAL: Centro Cultural do Alumínio

CBA: Companhia Brasileira de Alumínio - acessado em 2018

Norsk Hydro no Brasil - acessado em 2018

ALCOA

Aluminium leader

Revista Alumínio


PÁGINAS ACESSADAS:

https://en.wikipedia.org/wiki/Aluminium

https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_aluminium

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alum%C3%ADnio

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93xido_de_alum%C3%ADnio

http://www.aluminum.org/aluminum-advantage/history-aluminum

https://www.azom.com/article.aspx?ArticleID=1530

https://www.sciencehistory.org/distillations/magazine/aluminum-common-metal-uncommon-past

http://vintageattirew-dnalof2007.blogspot.com.br/2012/09/when-aluminum-was-worth-more-than-gold.html

https://www.nature.com/articles/470170a

https://aluminumsmc.wordpress.com/2014/08/01/aviation-made-possible-by-light-weight-aluminum-a-brief-history/

https://www.eldan-recycling.com/en/aluminium-recycling

https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/images/0/0c/Aula_11.pdf

https://www.hydro.com/pt-BR/a-hydro-no-brasil/Sobre-o-aluminio/como-o-aluminio-e-produzido/

https://quandoacidade.wordpress.com/2012/10/04/o-teatro-portatil/

https://ims.com.br/titular-colecao/hans-gunter-flieg/

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10624/hans-gunter-flieg