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Um ano de atividades culturais – Centro Cultural do Alumínio

CCAL celebra primeiro aniversário com exposição fotográfica

O Centro Cultural do Alumínio completou um ano de atividades, neste dia 17 de maio. Artistas, educadores e profissionais da indústria, que passaram pelo espaço nesse período, celebraram a data juntamente com representantes da ABAL – Associação Brasileira do Alumínio e das empresas patrocinadoras desse projeto.

Em noite de agradecimentos, o presidente executivo da ABAL, Milton Rego, destacou a característica multidisciplinar do CCAL, que acolheu nesse primeiro ano exposições, oficinas de arte e workshops técnicos. “Este é um processo de aprendizado, por isso é importante a participação de todos: público, artistas, empresas. Nós estamos fazendo uma construção coletiva de um espaço que tem que ser coletivo; é nisso que a gente aposta para os próximos anos”, concluiu.

Em nome do Conselho Diretor da ABAL, o presidente da CBA, Ricardo Carvalho, agradeceu a todas as empresas que patrocinaram a criação e manutenção do Centro Cultural: Alcoa, CBA, Hydro, Novelis e Recicla BR. O executivo ressaltou o objetivo do espaço em divulgar o alumínio na sociedade, uma vez que ele é um metal de utilização jovem, contemporâneo, do Século XX.

Trabalhamos essa divulgação em três pilares: capacitação, realizando workshops técnicos; relacionamento com a comunidade, através de oficinas com crianças e adolescentes; e trabalhando o eixo de cultura, por meio de oficinas com artistas, painéis de discussões artísticas e exposições, com essa que temos hoje, muito bonita, uma exposição fotográfica que conta a história da indústria do alumínio, com fotos impressas sobre chapas de alumínio”, explicou Carvalho.

Finalizando o cerimonial, o produtor cultural Flávio Enninger, diretor da Quattro Projetos – empresa responsável pela gestão e projetos culturais do CCAL -resumiu o primeiro ano de atividades do espaço, dividindo em dois momentos: “O primeiro de implantação, com a reforma, infraestrutura, aquisições de objetos e obras de arte; e que resultou em duas exposições: a Alma e Arte e a Entreato.  No segundo momento, que se iniciou em janeiro deste ano com um novo projeto enviado para o MinC,  o CCAL começou a ter a uma vida cultural mais forte, com oficinas, palestras e outras exposições”, ressaltou.

Memórias impressas
Para marcar o primeiro aniversário, o CCAL preparou a exposição “Memórias Fotográficas sobre Alumínio” que resgata a implantação da indústria do alumínio no Brasil. Impressas sobre chapas de alumínio, as imagens retratam as primeiras fábricas instaladas no país entre as décadas de 1940 e 1970:  Elquisa (posteriormente Alcan) e Alcoa, em Minas Gerais; e Companhia Brasileira de Alumínio – CBA, no interior de São Paulo.

A exposição apresenta também imagens do fotógrafo Hans Gunter Flieg, que entre as décadas de 1950 e 1960 registrou do desenvolvimento da indústria no Brasil, em diversos segmentos, incluindo imagens da fábrica da CBA e usinas hidrelétricas, fundamentais para a produção de alumínio primário.  Com as fotos de Flieg, cujo acervo pertence  ao Instituto Moreira Salles, a exposição cresceu em caráter histórico e cultural.

Segundo Silvia Toledo, gerente cultural do CCAL, o projeto da exposição derivou da pesquisa sobre a história do alumínio no Brasil e sua importância nas artes. “Ao longo da pesquisa e com os seus resultados, chegamos a conclusão que deveríamos  contar essa historia através das imagens fotográficas e como fator e suporte expositivo o próprio metal  que é uma técnica  contemporânea de realizar a impressão de fotografias”.

“Memórias Fotográficas sobre Alumínio” fica em exposição durante todo o mês de maio e junho, no CCAL, e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h com entrada gratuita. A exposição só foi possível graças às colaborações do Instituto Moreira Salles; Memória Votorantim e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, que cederam as imagens.